5 passos para facilitar a eficiência da limpeza hospitalar

Nos serviços de saúde em hospitais, clínicas e laboratórios, o cuidado com a limpeza é fundamental. E nesse processo, limpeza e desinfecção devem ser aliadas. Isso porque as superfícies limpas e desinfetadas conseguem reduzir em cerca de 99% o número de microrganismos, enquanto as superfícies que foram apenas limpas os reduzem em 80%. A limpeza hospitalar é um tema fundamental que precisa de atenção especial para garantir o cumprimento das normas e a eficiência. 

E esse é apenas um dos pontos que precisam ser observados. Esse processo precisa ser minucioso e contínuo. E as 5 dicas que separamos aqui podem ajudar a melhorar a eficiência e, com ela, o custo-benefício da rotina.

  1. Estabeleça um protocolo de trabalho

O planejamento é essencial para fazer o trabalho fluir com eficiência e segurança. Estabeleça um protocolo de trabalho que defina detalhes como frequência, responsáveis, materiais, EPIs. E certifique-se de que todos os envolvidos estejam cientes dos procedimentos e das responsabilidades.

  1. Escolha as técnicas de limpeza corretas para cada situação

A escolha das técnicas de limpeza e desinfecção está diretamente relacionada ao tipo de limpeza e de superfície a ser higienizada, à quantidade e ao tipo de matéria orgânica presente. Por isso, é preciso entender os diferentes tipos de limpeza hospitalar na hora de estabelecer seu protocolo de trabalho.

Existem três tipos de limpeza hospitalar:

  • Imediata: é a limpeza emergencial. Para casos em que há necessidade de fazer limpeza, em especial de matéria orgânica, entre uma limpeza agendada e outra.
  • Concorrente: é o procedimento de limpeza rotineiro, realizado em todos os ambientes para assegurar a limpeza e a organização geral e repor os materiais de consumo diário como sabonete líquido, papel higiênico, papel toalha etc. Também é o momento de realizar o recolhimento de resíduos. Sua periodicidade varia de acordo com a classificação de risco da área a ser higienizada.
  • Terminal: é uma limpeza mais completa, que inclui todas as superfícies horizontais e verticais, internas e externas. Pode ser realizada após desocupação de um espaço (altas ou transferências de pacientes internados) ou programada (em casos de internações de longa duração).

Outro fator que influencia no tipo de limpeza e na frequência de realização do trabalho é a classificação das áreas, que pode ser:

  • Crítica: ambientes onde existe risco aumentado de transmissão de infecção, onde se realizam procedimentos de risco, com ou sem pacientes ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos.
  • Semicrítica: compartimentos ocupados por pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas.
  • Não crítica: demais áreas como vestiário, copa, áreas administrativas, almoxarifados etc.

  1. Saiba escolher os produtos corretos

Além do planejamento, outro fator que ajuda a maximizar a eficiência e o custo-benefício da limpeza hospitalar é o uso de produtos e equipamentos corretos. Preste atenção a detalhes como prazo de validade, instruções de armazenagem e diluição (para produtos concentrados). Também é importante conhecer o tipo de produto a ser utilizado em cada processo.

  • Sabão ou detergente para os processos de limpeza de superfícies.
  • Desinfetantes para desinfecção em situações específicas como, por exemplo,  presença de matéria orgânica e microrganismos multirresistentes.

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  1. Utilize EPIs e equipamentos adequados

Utilize os EPIs corretos para minimizar os riscos de contaminação, alergias, intoxicações e outros acidentes. Atente-se também à disponibilização de equipamentos para a execução do trabalho. Lembre-se de que, de acordo com o “Manual de limpeza e desinfecção de superfícies” da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está entre as atribuições do contratante: “Providenciar a aquisição de equipamentos e materiais necessários para a realização de boas práticas de limpeza que atendam às exigências ergonômicas e que preservem a integridade física do trabalhador, como a disponibilização de carros funcionais em número suficiente para que todos os colaboradores tenham acesso quando precisarem”.

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Fonte de consulta: Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies/Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2010.

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